Eu quero aproveitar esse espaço para devanear. Sim, devanear. Passo o dia todo escrevendo. Escrevendo como profissional que sou. Advocacia vicia. E desgasta sua mente.
Muitos advogados se tornam tão advogados, que não conseguem mais falar em outra parte de sua vida, já que a advocacia, essa que vicia, é tão fascinante... que boa parte do tempo você age e pensa como uma nova espécie, o "homo juridicus", junto com todo o resto que meche nesse trambolho chamado justiça.
Mas, há que se dizer todavia, entretanto, porém, que, essa redução intelectual (me perdoem a sinceridade) se resume na ausência de outros tipos de atividades intelectuais. Conheço gente que começa uma profissão, e lê apenas o que de sua área lhe interessa. Mal sabe que a multidisciplinariedade é o que hoje está ganhando espaço, tanto nas relações humanas quanto nas relações profissionais.
Desde a petição inicial ao juiz, até o sexo com a morena atraente, é um desafio de multidisciplinariedade. Você consegue falar de outras áreas a não ser da sua? Qual seu interesse pelo interesse dos outros?
Agora, fim do devaneio. Vou falar do título. Faz tempo que fiz esse blog, fiz um texto.. um textículo, e parei de escrever. mas agora, sim, escrever.
terça-feira, 17 de março de 2009
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Primeiro Orgasmo
Seja bem vindo à grandiosa inauguração!! Eu adoro o termo "grandioso", porque parece coisa de quermesse. Mas vamos ao que interessa.
Semana conturbada. Caso Eloá... Exame de Ordem segunda fase... Crise econômica no mundo...
Sei que foi um certo atrevimento fazer uma inauguração em uma semana como essa. Tudo pra ser tenso, nervoso... Fico tentando achar as palavras certas pra expressar o que sinto. Mas se eu procuro encontrar palavras pra descrever o que penso, será que significa que neste momento não estou pensando ou sentindo nada?
Será o escritor, muitas das vezes, um travesti das letras? Será o texto, a poesia, um atentado violento ao pudor, em que você força seu lado esquerdo, poético, anárquico, inconstante, a registrar com palavras estáticas, organizadas, regradas, frias, em um notebook, sua nudez escancarada..
A verdade é que nosso lado poético, artístico, literário é como uma mulher safada e discreta, que espera quieta que o nosso lado "atitude", tome a iniciativa e a convide pra sair de salto alto e mini-saia, pra se mostrar... pra no final ter uma noite carnal em que ambos os lados trocam carícias, se tocam, e terminam afinal, no primeiro orgasmo em um ponto final.
Semana conturbada. Caso Eloá... Exame de Ordem segunda fase... Crise econômica no mundo...
Sei que foi um certo atrevimento fazer uma inauguração em uma semana como essa. Tudo pra ser tenso, nervoso... Fico tentando achar as palavras certas pra expressar o que sinto. Mas se eu procuro encontrar palavras pra descrever o que penso, será que significa que neste momento não estou pensando ou sentindo nada?
Será o escritor, muitas das vezes, um travesti das letras? Será o texto, a poesia, um atentado violento ao pudor, em que você força seu lado esquerdo, poético, anárquico, inconstante, a registrar com palavras estáticas, organizadas, regradas, frias, em um notebook, sua nudez escancarada..
A verdade é que nosso lado poético, artístico, literário é como uma mulher safada e discreta, que espera quieta que o nosso lado "atitude", tome a iniciativa e a convide pra sair de salto alto e mini-saia, pra se mostrar... pra no final ter uma noite carnal em que ambos os lados trocam carícias, se tocam, e terminam afinal, no primeiro orgasmo em um ponto final.
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